Revista Capricho - 29/12/2002

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Frodo à paisana

Bem diferente de Peter Jackson, o diretor de o Senhor dos anéis - As Duas Torres, que tem o sono tumultuado todas as noites pelos personagens da saga, Elijah, 21 anos, está tranqüilo com o sucesso do filme. "Ninguém teve coragem de me sondar para outros projetos fantásticos", se diverte ele. "Na maioria das vezes, tenho sido convidado para dramas, o que é bom."

CAPRICHO - Como sua vida mudou neste último ano?
Elijah - Mudou muito, pois me tornei bastante conhecido. No campo pessoal, continuo fazendo as mesmas coisas, mas agora tenho que ter mais cuidado ao decidir onde vou fazer compras. Evito lugares muito cheios.

C - Por isso a barbicha? É novo estilo?
E - Não [risos]. Não podemos chamar isso de barbicha. É uma fraca tentativa de ter uns p6elos no rosto. Estou assim porque fiquei com preguiça de me barbear. Estou ficando mais velho e a barba esta mais espessa.

C - Como comemorou o aniversário de 21 anos?
E - jantei com amigos. Eles conseguiram o que queriam: me deixar de porre. Por duas horas ficaram enchendo meu copo com bebida. Chegou num ponto em que eu não conseguia nem ficar de pé [risos]. Mas foi um niver bem legal.

C - Como compara as duas primeiras partes do Senhor dos Anéis?
E - enquanto rodávamos os filmes (as três partes forma filmadas na Nova Zelândia), a segunda parte sempre pareceu a mais nebulosa para o elenco. Talvez por ter sido o livro mais difícil de ser adaptado (a historia não tem um começo nem um final muito claro), por seu caráter sombrio. Comparadas com as Duas Torres, a primeira e a terceira parte foram uma volta no parque de tão fácil.

C - você não tem medo de ser lembrado para sempre como Frodo?
E - Na verdade, não. Venho fazendo um outro trabalho, diversificado, no cinema independente. Enquanto tiver outras oportunidades, acredito que vou conseguir manter a atenção longe de O Senhor dos anéis. Agora, se eu não conseguir muitos trabalhos, aí eu to ferrado.

C - Que tipo de ofertas você vem recebendo?
E - Ninguém ainda teve culhões de me mandar roteiros relacionados a fantasia, o que é um bom sinal. Venho sendo chamado para fazer dramas.

C - Você está namorando?
E - Pronto! [risos]. Essa é a questão que nunca morre, certo? Prefiro não dizer. Gosto de manter as coisas particulares para mim. Existem coisas que são sagradas. Tão logo as pessoas começam a prestar atenção no seu trabalho, informações passam a ser públicas com uma velocidade impressionante. Eu ouvi por muito tempo historias sobre meu relacionamento com Franka Potente na Alemanha, que íamos casar. E nem estávamos mais juntos quando essas reportagens começaram a pipocar.

C - O que não falta em seu CD player?
E - CDs são a grande extravagância de minha vida. Adoro Radiohead, Pearl Jam, Queens of the Stone Age e The Streets. Às vezes compro tr6es, quatro CDs do mesmo grupo.